quarta-feira, 1 de julho de 2015

Caminho Português Interior de Santiago - Dia 7

Hoje iria ser o meu último dia por terras portuguesas. De manhã, a seguir à aldeia de Redial passei por extensos pinhais onde andavam a fazer a sangria da resina. Por volta das 11H30 alcanço Chaves.

Chaves à vista
Almocei numa churrasqueira e depois fui à biblioteca municipal para me ligar à net. Passei a ponte sobre o rio Tâmega e depois de passar a A24 segui pelo parque industrial de Chaves, sempre por asfalto.

Rio Tâmega em Chaves
Hoje o dia estava melhor, sem sol e sem calor derivado ao céu se encontrar nublado.
Caminhei até chegar a Vilarelho da Raia, local onde se encontrava o albergue para este dia. Pedi informações a locais para lá chegar. O albergue situava-se numa espécie de sótão da associação local.

Albergue em Vilarelho da Raia
Jantei no bar desta associação que também serve jantar aos peregrinos.



Caminho Português Interior de Santiago - Dia 6

Um duche quente e uma bela noite de descanso num colchão macio em uma casa acolhedora fazem milagres ao peregrino. Quando saí do albergue estava bem melhor do que no dia anterior quando cheguei a Parada de Aguiar. Continuei a andar pela linha do Corgo até chegar a Vila Pouca de Aguiar onde tomei a 1ª refeição do dia numa pastelaria central.
O Caminho do Interior é comum ao traçado da Travessia do Alvão, uma grande rota de cerca de 50km que eu já fiz no passado. Os trilhos eram pois familiares.


Em Pedras Salgadas descansei um pouco à sombra à beira da ribeira e depois arranquei para Sabroso de Aguiar onde procurei por um restaurante para almoçar. Não havia e as alternativas era continuar pelo Caminho e ir até Vidago onde poderia chegar já depois da hora de almoço ou então desenrascar-me num café que havia à beira da N2. Foi isto que fiz e pedi uma sandes de chouriço e a habitual água de 1,5L fresca que o tempo não estava para menos.
Fiz-me novamente ao caminho e na aproximação a Vidago passei pelos campos de golfe à minha esquerda.

Campos de golfe em Vidago
Eram cerca de 14H e resolvi tentar ainda almoçar na vila de Vidago, o que consegui num restaurante/pizaria. Até ao momento foi a melhor refeição. Como se costuma dizer e já que estamos em peregrinação: "Comi que nem um abade!" 
Depois de certificar a minha passagem pelo local com o carimbo do estabelecimento, fui à procura do quartel dos Bombeiros de Vidago, local onde iria passar a noite. Foi fácil de encontrar. Feita a minha inscrição e tomado o duche retemperador fui depois às compras para o jantar a uma mercearia da vila. Uma novidade em relação aos outros locais de pernoita era que aqui tinha acesso a televisão.